21 January, 2014 11:36

janeiro 21, 2014

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Il faut tout attendre et tout craindre du temps et des hommes.
1/21/2014 12:36:42 PM

Tudo ou nada?

maio 10, 2011

Hoje estamos diante de uma realidade em que tudo é urgente.  Os pequenos prazeres, as coisas pelas quais se vale a pena viver?  Cadê?

Se quisermos ouvir uma boa música, fazemos enquanto trabalhamos ou entretidos com outra tarefa. Se quisermos ver um bom filme, não conseguimos. Pois durante a sessão no cinema trilhões de pessoas ao seu lado, conversam, mexem no seu mais novo smartphone, ou mesmo, conversam e narram o filme.

A mais tem um teatro, certo? Errado lá as pessoas também conversam, falam ao telefone como que desrespeitando as outras e os atores.

Hoje única coisa que vejo as pessoas focadas, 100%, para fazerem sem intercalar outra tarefa é o trabalho. O emprego virou o lazer, a válvula de escape. Onde esqueço o problema de casa, onde esqueço  a conta vencida, etc. Lá sou regrado faço apenas uma função TRABALHO.

Para todas as outras, faço milhões em conjunto, escuto música no carro, vejo televisão e  leio meus emails. Leio um livro e acompanho o noticiário na TV ao fundo. Em tudo estamos com a noção de sem tempo, sem lazer, sem respirar, sem um devaneio.

Porém ao chegar no trabalho… Tudo para e FOCO total aos processos, às gerências. aos fornecedores…

Tudo ou nada? Enquanto estou trabalhando tenho tudo pois preciso produzir o mundo moderno hoje me exige cada vez mais (será?). Na diversão em casa, no cinema, ou teatro concentração zero. Meu desejo é para querer tudo no hora de lazer, rezar para que aja tempo.

Ao ataque

dezembro 16, 2010

Ao ataque

Nesta terça feira um time brasileiro entrou em campo para enfrentar uma equipe do Congo. Sim era o mundial de clubes. Já se contava, entre ouvidos, a vitória fácil. E o pensamento já era na partida final contra a equipe européia.

Porém a surpresa veio, o time do Congo ganhou. Incrivelmente por dois a zero. Será que realmente não há mais bobo no futebol? Acho que não.

O que se precisa mudar é o pensamento dominante. Durante a década de 90, o pensamento que surgia era que o jogador Brasileiro precisava , somente, aprender a defender. Atacar já era uma característica nossa. 

Surge à brilhante campanha de 94. Copa conquistada, porém a que preço? Todos valorizam o estilo de toque de bola em que gol era um detalhe. E de lá para cá, cada vez mais o gol torna-se um momento, nada mais que isso.

Os jogadores precisam primeiro defender, depois se possível, atacar. Lembrem-se o gol é conseqüência da nossa vocação. Só soltar o meio – campo genial mais o talento do camisa nove e está resolvido.Gols mais gols.

Porém não é mais assim, nosso talento está na zaga agora (vide os grandes zagueiros que temos). Mas no ataque, a coisa vai de mal à pior. Qual o nosso mais talentoso camisa 10 – Ronaldo Gaúcho – os grandes meias do campeonato brasileiros: argentinos medianos.

Só vislumbro dois talentos, àquele que chamamos fora de série, Neymar e Ganso. Que precisam provar ainda que conseguem manter um nível aceitável de apresentação futebolística. De resto, possuímos alguns bons jogadores (disse bons!).

Entendo que está na hora de os técnicos, principalmente das divisões de base, refletirem. Está na hora de treinar o ataque. Parar de produzir jogadores fortes, rápidos que se adaptam a correria do futebol europeu (principalmente inglês).

Precisamos reviver nosso toque de bola – hoje executado brilhantemente pela Espanha e o Barcelona.  Focar (palavra adorada pelos coachs) como o jogador brasileiro tem que atacar, se impor.

Outro ponto de vista

outubro 13, 2010

Maria Rita Kehl – O Estado de S.Paulo
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.
Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

Esta articulista foi demitida do Estadão depois que publicou a coluna, acima, no dia 02/10/2010.

Grito de esperança

agosto 19, 2010

Mas um ano, 2010,  de esperança e renovação. Não querido leitor, ainda não decorreram os 365 dias. Não quero saudar vocês com um “Feliz Ano Novo”. Mas sim, lhes dizer, hora da esperança, hora da votação.

Não adianta prerrogativas (ou reclamações) que nada muda. Os mesmos estão lá e continuarão roubando ou o mundo não tem jeito. Ou simplesmente esperar que Deus, e outras manifestações, resolvam tudo.  Está na hora de você agir.

O momento pede uma ação coletiva. Um juiz do TRE do Sergipe sofreu um atentado. Um governador arrecadou mais dinheiros que dois candidatos a presidência da república. Ou seja, um governador conseguiu dinheiro no estado, mais do que um  candidato à presidência arrecadou no país inteiro.  Qual o próximo passo? Será que não evoluímos?

Sempre escuto que a internet favoreceu o acesso as informações. Porém, na política continua como na época do meu avô. No tempo que se amarrava cachorro com linguiça. Eu prometo migalhas e os “pombos – eleitores”  correm pelas ruas em bandos me desejando.

Século vinte hum e os curras eleitoras estão pelas paredes e encostas. Pela distância em que todos querem para si alguma coisa. E a sociedade nada. Não há hospitais, não há segurança, não existe o mímino para viver com dignidade. Apenas para sobreviver.

Eu quero mais! E você eleitor do século XXI, vai escolher os velhos chavões ou vai pensar e exigir?

Tudo ou Nada

julho 8, 2010

“Cheguei ao ponto. Era o momento de encarar
A vida estava ali. Lado a Lado
O medo e a esperança
Antagonia e sinônimo. Alegria e dor

Cada dia é um confronto
Entre o ardor e a dor
Fio da navalha. Nunca foi tão fino

O esperança vadia. Que a cada minuto
Me agonia, Vai e volta
Tortura. Dias sim
Alguns dias são o não
Me resigno à esperar. Mas que espera?
Quem espera sempre alcança?
Já não me chateio pelas horas.

Lua e sol passam.
Depois primavera. Depois Outono
Depois verão. Depois inverno
Depois. O que?
O chão.”

J. Ferreira

Fim

junho 30, 2010

“Do lado escuro observo

A noite não termina, não esta!

Como caminhar, como!

A esperança se fustiga

A paixão se cança

A imensindão outrora branca. Agora negra!”

 Joaquim Ferreira

Crise na Copa

junho 22, 2010

A Copa da África está emocionante. Pelo menos no lado de fora. Porque nas quatro linhas está chato de demais.
A batalha mais engraçada (para não dizer, trágica) se dá entre a seleção e a imprensa. No meio disso as Organizações Globo.
Pois a Globo sempre deve privilégios em uma cobertura de Copa. Possível através do bom relacionamento com a confederação.
Porém, após o fiasco de 2006 quando a seleção virou sinônimo de boate. A confederação queria dar uma resposta aos críticos. E chamou o atual técnico para dirigir e renovar a seleção (Renovar entenda-se por acabar com as modorminhas).
Só que o novo comandante acabou ganhando títulos e quem já tinha poder, juntou ainda mais poder.
Assim sendo, o novo todo poderoso foi a cada dia centralizando todas as decisões. Podemos lembrar da confusão sobre a contusão de Kaká, na copa das confederações. E outras mais. E o clima entre os que já estavam acostumados a ter privilégios no que tange seleção brasileira.
Passaram a se incomodar com a presença dele. Ou vocês, meus queridos leitores, acham que a fátima Bernades começou a entrevistar o Dunga porquê?
Pois o resto da equipe não queria encontrar com o novo “chefe”, e nem o chefe queria encontrar com os “velhos” conhecidos, da copa de 90 e 94. Um pequeno momento de reflexão. Dunga ao erguer a taça de campeão em 94 mandou um sonoro palavrão para a única tv que transmitia a copa naquele ano.
Vocês querem advinhar qual era? Começa com G…
Bem e chegamos a 2010 com o atual técnico ainda no comando e cheio de moral. E qual atitude que ele poderia tomar após garantir a classificação à próxima fase. Afinal tinha ele mais uma conquista. Foi arranjar um bobo para crucificar.
E sobrou para o pobre do Escobar. Que acredito esteja há apenas 1 ou 2 anos na globo.
Agora porque o Dunga não criticou os mais antigos. Será que esses não mereciam a atenção do treinador?
Estranho. Como já foi divulgado dunga não aceitou um contrato de entrevista exclusivas entre jogadores e a mídia em questão.
Deixando todos que estavam envolvidos irritados. Mas ele também não atacou os mais fortes.
Por isso, que cada de mais a Copa continua, e menos se fala de futebol. E isso está acontecendo na Àfrica. Imagine quando for no nosso quintal em 2014.
Provavelmente teremos um técnico mais tranquilo na próxima copa. Ou então, alguém como foi o Zagallo em 94 e o Antônio Lopes em 2002. O chamado coordenador técnico para ir aparanto as arestas.

Patriotismo

junho 9, 2010

Faltam três dias para copa da África. Um sonho realizado por causa da investida de João Havelange. Que insistia para um rodízio entre continentes.

No entanto, o que mais vai marcar ou já marcou (ainda não sei). Foi o grande “mestre” Dunga e suas entrevistas. Como alguém quer dar aulas de patriotismo, utilizando um português horrível. E segundo, até aonde esse tom de ser guerreiro é algo sério. 

Afinal, o mesmo guerreiro, aparece sempre com o seu jargão nas campanhas publicitárias de duas grandes empresas. Uma de telefonia e outra de bebidas. Será que a postura antes original, agora, torna-se obrigatória. ´

Sendo assim vamos acabar logo com isso. A Copa se resume a uma competição de futebol, nada mais, nada menos.  Apenas isso futebol.  Não é guerra, e principalmente, não é eleição.

Queria ver esse patriotismo e  motivação quando falta hospital e educação para o povo. Fatalidades acontecem. Porém falta de investimento é totalmente diferente.

E lembrem – se o país acaba de sair de pelo menos três desgraças: Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Niterói. Olha o VOTO !!!!